quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Revista Reformador

                                             



A Revista Reformador de janeiro de 2016 apresenta matérias interessantes e elucidativas. Publicamos aqui o Editorial para nossa reflexão.

                 Novo calendário

Ano-Novo, vida nova, perspectivas, esperanças são palavras de ordem a percorrerem os sentimentos e vontades nesta época em que se inicia um novo calendário.

Ano que se renova é demonstração de que o tempo passa, independentemente da vontade dos homens, porque não é controlado por estes e, como tal, o bom senso indica que a melhor maneira de conviver com o tempo é aproveitá-lo enquanto passa.
Neste sentido, seu aproveitamento se faz pelas escolhas ensejadas, as quais podem permanecer as mesmas do ano que passou ou ser renovadas se necessário, porque o ano que se inicia é novo na relatividade temporal, mas os homens, na sua maioria, permanecem os mesmos sem se darem conta de que o tempo conclama a todos para mudanças e o progresso inexorável.
Ano-Novo é também convite a reflexões e análises de como estamos aproveitando esta dádiva que o Criador dispõe para as criaturas diuturnamente.
Nessas reflexões, cabem respostas a alguns questionamentos:
– Quais as preferências que temos tido enquanto o tempo passa e o ano se renova?
– Nossas preferências são para as coisas imanentes, fugazes, permanentes ou imediatistas?
Não podemos olvidar, em nossas cogitações, as palavras do Mestre Jesus, o Cristo: “O meu reino não é deste mundo” (João, 18:36). E, se assim fizermos, será que as nossas preferências ainda estarão voltadas, exclusivamente, para as coisas do mundo material, transitórias, ou por tudo que nos conduza a este reino anunciado?
Auguremos vida nova, bem-estar, e alimentemos as esperanças, sem, no entanto, esquecer as verdades imorredouras que Jesus nos revelou e vivenciou em plenitude, como ninguém jamais o fez, para que o ano-novo nos proporcione refrigério, paz, confiança, fé e esperança.
Assim, diante do ano que se inicia, sejamos aqueles trabalhadores, chamados à última hora, que souberam aproveitar o pouco tempo que lhes restava, antes do final do dia, porque preferiram laborar solidários, tolerantes e, por isso mesmo, foram exitosos.
O trabalho com Jesus é impessoal, mas comum a todos.
Prossigamos confiantes, serenos e destemidos no caminho indicado por Jesus que nos conduzirá para as verdades e para a vida libertadora.
Feliz Ano-Novo!

domingo, 17 de janeiro de 2016

Nota

Informamos que no dia 14 de janeiro do corrente, aconteceu mais uma prestação de contas relativo ao ano de 2015 no Lar Fabiano de Cristo e foram feitas as seguintes alterações na Tesouraria: Marlene Barbieri  - 1ª Tesoureira e Dulce Maria Nilman Lopes - 2ª Tesoureira.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Notícia da FERGS

Posse Da Diretoria Executiva – Triênio 2016-2018 - FERGS
10/01/2016


A solenidade de posse da diretoria e do Conselho Fiscal da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, triênio 2016/2018, foi realizada no último sábado, dia 09 de janeiro, na nova sede da entidade em Porto Alegre. Gabriel Nogueira Salum substituiu Maria Elisabeth Baribieri na presidência, liderando uma diretoria que tem ainda Rogério Stello na vice-presidência administrativa; Rosi Possebon na vice-presidência doutrinária; Lea Bos Duarte, na vice-presidência de relações Institucionais; e Maria Elisabeth Barbieri, na vice-presidência de unificação. A eleição dos novos dirigentes da FERGS aconteceu em 14 de novembro de 2015.
Em seu discurso, Maria Elisabeth Barbieri, que deixou a presidência da Federação após três gestões sucessivas, chamou seu sucessor de “filho do coração” e utilizou-se das palavras do apóstolo Paulo ao declarar-se devedora de todos que a ombrearam na seara vitoriosa frente à entidade. Logo após a coordenadora da comissão eleitoral, Denise Fagundes Garcia, deu posse à nova diretoria, encerrando os trabalhos da comissão. Na sequência o presidente eleito, Gabriel Salum, nomeou e deu posse aos demais integrantes da diretoria da Federação, sendo eles: Renato Haag, como 1º Tesoureiro; Maurício Chaves, como 2º Tesoureiro; Ana Maria de Jesus Silveira, como 1ª Secretária; Maria da Graça Malaguez, como 2ª Secretária; Marlene Bertoldo da Silva, como diretora da Área de Assistência e Promoção Social Espírita; Helena Bertoldo da Silva, como diretora da Área de Atendimento Espiritual no Centro Espírita; William Jerônimo Gontijo Silva, como diretor da Área de Comunicação Social Espírita; Ângela Bairros Oyarzábal, como diretora da Área de Pesquisa e Documentação; Cleusa Conceição Terres Schuch, como diretora da Área de Estudo e Pesquisa; Marlise Ribeiro, como diretora da Área de Assuntos da Família; Fabiano Boeira, como diretor da Área de Infância e Juventude; Bárbara Demétrio, como diretora do Departamento de Marketing; Alexandre Costa, como diretor da Área da Mediunidade; João Aires Proença Ferreira, como diretor do Departamento de Patrimônio e Fabian de Souza, como diretor do Departamento de Tecnologia da Informação.
Em seu discurso de posse Salum destacou que “estamos aqui porque o Consolador chegou à terra através de Alan Kardec, ainda no século XIX, com o lançamento do Livro dos Espíritos”. Lembrou a necessidade da união dos espíritas e observou estarmos diante de um desafio de amor. Agradeceu à presidente que deixou o cargo, ressaltando que, dentre os muitos ensinamentos que lhe deixou, o maior foi a sua aplicação e dedicação ao trabalho no movimento espírita. Estendeu os agradecimentos àqueles que permitiram à FERGS chegar aos dias de hoje, através de dois ex-presidentes da entidade que acompanharam a solenidade: Nilton Stam Andrade e Gládis Pedersen de Oliveira.
No encerramento da solenidade de posse da diretoria e conselho fiscal da FERGS, gestão 2016/2018, o ex-presidente da federação entre 1998 e 2001, Nilton Stam Andrade, fez uma exortação aos espíritas de todo o Estado para que cerrem fileiras junto ao novo presidente e sua diretoria. Lembrou a necessidade de todos trabalharem juntos para fazer da terra um lugar melhor na caminhada com Jesus. Antes, no entanto, ele elencou alguns problemas enfrentados pelo espiritismo, citando como um dos principais a comunicação.


sábado, 2 de janeiro de 2016

170 anos do nascimento de Léon Denis


Léon Denis nasceu numa aldeia chamada Foug, situada nos arredores de Tours, na França, em 1º de janeiro de 1846. Foi um filósofo, médium e um dos principais continuadores do Espiritiso após a morte de Allan Karadec. Fez conferências por toda a Europa em congressos internacionais espíritas, defendendo ativamente a ideia da sobreviência da alma e suas consequências no campo da ética nas relações humanas.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015



Andando sem rumo, sob o flagício de mil aflições, o homem moderno deixa-se dominar pelo desânimo ou pela ansiedade, malbaratando o valioso contributo da inteligência e do sentimento com que a vida o enriqueceu, exaurindo-se, ora no consumismo insensato, ora na revolta desastrada por falta de recursos econômicos ou emocionais para realizar-se. A insatisfação é a tônica do comportamento individual e social que vige na Terra.
Aqueles indivíduos que experimentam carência de qualquer natureza lamentam-se e rebolcam-se na rebeldia, que degenera em violência, enquanto aqueloutros que se encontram afortunados, deixam-se dominar pelas extravagâncias ou pelo tédio, derrapando, uns e outros, nas viciações perturbadoras ou na dependência de substâncias químicas de funestas consequências.
As admiráveis conquistas da Ciência e da Tecnologia não os tornaram mais felizes nem menos tensos, pelo contrário, empurraram-nos na direção trágica da neurastenia ou da depressão nas quais estorcegam. Indubitavelmente trouxeram incomparável ajuda para a solução de diversos sofrimentos e situações penosas, de progresso material e social, porém, não conseguiram penetrar o cerne dos seres humanos, modificando-lhes as disposições íntimas em relação à existência terrena e aos seus objetivos essenciais.
Considerando a vida apenas do ponto de vista material, sem as consequentes avaliações em torno do Espírito imortal, o comportamento materialista domina as mentes e os corações, que acreditam na felicidade em forma de valores amoedados, satisfações dos sentidos, destaque social e harmonia física...
Vive-se o apogeu da glória tecnológica diante dos descalabros comportamentais que jugulam os seres humanos aos estados primevos da evolução. Há conquistas do Infinito sem realização pessoal, sorrisos de triunfo sem sustentação de felicidade, que logo se transformam em esgares, situações invejáveis mas alicerçadas na miséria, na doença e no desconforto das pessoas excluídas...
Faltando-lhes, porém, a vivência dos compromissos ético-morais, logo se lhes apresentam os desapontamentos íntimos, e os conflitos se lhes instalam devoradores. Uma tormenta inigualável paira nos céus da sociedade moderna, ameaçando-a com tragédias inomináveis.
Em período idêntico, no passado, salvadas as distâncias compreensíveis, veio Jesus a Terra. O mundo encontrava-se conturbado pelo poder mentiroso, pela falácia dos dominadores, pelas ambições desmedidas, pelas conquistas arbitrárias, pelas ilusões tresvariadas... Predominavam o luxo e a ostentação em alguns segmentos da humanidade, enquanto nos porões do abandono em que desfaleciam, incontáveis criaturas espiavam angustiadas o passar do tufão devorador...
Apareceu Jesus, e uma aragem abençoada varreu o mundo, modificando-lhe a psicosfera. Sua voz levantou-se para profligar contra o crime e a insensatez, contra a indiferença dos fortes em relação aos seus irmãos mais fracos, contra a hipocrisia e o egoísmo então vigentes e dominantes como hoje ocorrem...
Misturando-se aos mutilados do corpo e da alma, ergueu-os do pó em que se asfixiavam, conduzindo-os na direção da glória estelar, demonstrando-lhes que a vida física é experiência transitória, e que os valores reais são os que pertencem ao Espírito imortal.
Utilizou-se da cátedra da Natureza e ensinou a felicidade mediante o desapego e o despojamento das alucinantes prisões às coisas e às paixões materiais. Cantou a esperança aos ouvidos da angústia e proporcionou a saúde temporária a quantos se Lhe acercaram, alentando-os com a certeza da plenitude após vencidas as etapas de regeneração e de resgate que todos os seres se impõem no processo da evolução.
Atendeu a dor de todos os matizes, defendeu os pobres e oprimidos, os esfaimados e sedentos de justiça, a quem ofereceu os preciosos recursos de paz. No entanto, quando acusado, abandonado, marchando para o testemunho, elegeu o silêncio, a submissão à vontade de Deus, a fim de ensinar pelo exemplo, resignação e misericórdia para com os maus e perversos, confirmando a indiferença pelos valores do mundo físico destituídos de utilidade... E, permanece até hoje como o Triunfador não conquistado, que prossegue alentando os padecentes, convocando-os à transformação moral para a conquista dos imperecíveis tesouros internos do amor, do perdão, da caridade, da paz...
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Recorda-te de Jesus neste Natal e reaproxima-te d’Ele, analisando como te encontras e de que forma deverias estar moralmente, conscientizando-te do que já fizeste e de quanto ainda podes e deves investir em favor de ti mesmo e do teu próximo mais próximo, no lar, na rua, na humanidade...
O Natal é presença constante do amor e do bem na atualidade de todos os tempos. Não te esqueças que a evocação do nascimento do Excelente Filho de Deus entre as criaturas humanas, é um convite para que O permitas renascer no teu íntimo, se estiver desaparecido da tua emoção, ou prosseguir vivo e atuante nos teus sentimentos, convidados à construção da solidariedade, do dever e da lídima fraternidade que deve viger entre todos os seres inconscientes que vagueiam no Planeta... E deixa que Jesus te fale novamente à acústica do coração e aos escaninhos da mente, repetindo-te o poema imortal das Bem-aventuranças.

Franco, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 20 de setembro de 2002, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.