sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Para nossa Reflexão



Como se deverá comportar o espiritista perante a política do mundo?

O sincero discípulo de Jesus está investido de missão mais sublime, em face da tarefa política saturada de lutas materiais. Essa é a razão por que não deve provocar uma situação de evidência para si mesmo nas administrações transitórias do mundo. E, quando convocado a tais situações pela força das circunstâncias, deve aceitá-las não como galardão para a doutrina que professa, mas como provação imperiosa e árdua, onde todo êxito é sempre difícil.
O espiritista sincero deve compreender que a iluminação de um mundo, salientando-se que a tarefa do Evangelho, junto das almas encarnadas na Terra, é a mais importante de todas, visto constituir e consolar e instruir, em Jesus, para que todos mobilizem as suas possibilidades divinas no caminho da vida. Trocá-la por um lugar no banquete dos Estados é inverter o valor dos ensinos, porque todas as organizações humanas são passageiras em face da necessidade de renovação de todas as fórmulas do homem na lei do progresso universal, depreendendo-se daí que a verdadeira construção da felicidade geral só será efetiva com bases legítimas no espírito das criaturas.

Questão 60 – O Consolador
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Para nossa Reflexão



Os deveres dos cristãos com a Pátria e as eleições

                Inegavelmente, a democracia é uma das grandes conquistas do processo evolutivo, tendo sua origem na Grécia, em 508 a.C., quando Clístenes propôs que cada cidadão tivesse direito a um voto nas questões políticas a serem deliberadas. Surgiu, ainda, a “Bulé”, que era um conselho composto por quinhentas pessoas com mais de trinta anos, modificado anualmente, que constituía a base do novo sistema. Infelizmente, ainda vemos a tirania, a opressão e a ditadura em alguns países, que são filhas do orgulho e do egoísmo, mas com o melhoramento moral da humanidade, já que vivenciamos a transição planetária, notaremos que a democracia, quiçá mais aprimorada, atingirá, gradativamente, todas as nações.
Anote-se que à medida que o indivíduo amadurece moral e intelectualmente, ele se torna um cidadão consciente e nobre, preocupado com a sociedade onde vive, saindo da indiferença para a ação construtiva na área do bem e da paz.
               Não podemos mais ignorar que temos responsabilidades com a Pátria, colaborando para a resolução dos problemas vigentes. Poderemos, por exemplo, participar das denominadas “Associações de Bairro”, levando até o poder público as necessidades do bairro onde moramos; criar ou participar de ONG´s que visem ao bem comum; participar de entidades que fiscalizem o uso da verba pública; integrar os Conselhos Municipais, que ajudam nas políticas públicas do município etc. Atuar na cidade onde se vive é trabalhar pela Pátria, pelo nosso querido Brasil, e, por consequência, por um mundo melhor. Frise-se que o clímax da democracia é o processo eleitoral, quando poderemos atuar como eleitores e candidatos.
                O cristão tem que estar consciente dessa participação no processo eleitoral, pois, como eleitor, irá eleger os representantes dos poderes executivo e legislativo, nas três esferas de atuação (municipal, estadual e nacional). Temos que nos informar acerca dos candidatos, de suas propostas, e votarmos naqueles que atendam às nossas aspirações de um mundo melhor, jamais vendendo nossos votos ou permitindo que outros interesses norteiem as nossas escolhas.
               Não podemos afirmar que todos os candidatos são descompromissados com o bem, pois certamente haverá aqueles que desejam colaborar com o melhoramento da sociedade. Tenhamos paciência para ouvir as propagandas políticas e conhecer melhor os candidatos. Caso os candidatos eleitos não cumpram com a promessa, certamente estarão assumindo débitos perante as leis divinas, mas nós, os eleitores, temos que fazer a nossa parte, permanecendo com a consciência em paz.
               Penso que o cristão consciente não deve anular ou votar em branco, desperdiçando a oportunidade de trabalhar pela Pátria. Caso não encontre nenhum candidato, pelo menos vote na legenda partidária, porque haverá partidos políticos que mais se aproximem das nossas ideologias.
               Refletindo um pouco sobre o outro lado – o do candidato – muito se fala que não se deve misturar política com religião. Particularmente, interpreto essa frase como o dever de não fazermos propagandas políticas dentro dos templos religiosos, porque nesse local estamos buscando a conexão com Deus, cabendo a cada cristão a tarefa de escolher o seu candidato. Todavia, isso não significa que o cristão não possa ser candidato. Alguns dizem que há tanta corrupção na política que não vale a pena se infiltrar nesse meio. Certa feita, ouvi a seguinte frase de um amigo espírita: “Os maus ocupam os espaços que os bons deixam”. Essa frase aplica-se à política. Se as pessoas de bem optarem por não se envolver na política, os maus políticos preencherão esses espaços. Outros dirão, serei apenas um no meio de muitos corruptos, de forma que nada poderei realizar.
                Jesus disse que enviava os cristãos para as tarefas do bem como cordeiros no meio de lobos. Cabe-nos, como candidato eleito, sermos cordeiros do bem, usando dos meios éticos e lícitos para combater as ilegalidades vigentes, sem temer qualquer represália, agindo sempre em prol do interesse coletivo. Na seara espírita, tivemos notáveis candidatos, que não se omitiram na tarefa de dar suas contribuições pessoais na área da política. Citamos Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (Vereador e Deputado Provincial) e Cairbar Schutel (Vereador e Prefeito).
                O homem mais moralizado, que gerará eleitores e candidatos mais conscientes do bem, fomentará o surgimento de sistemas políticos mais nobres. Vejamos a observação do Espírito Vianna de Carvalho na obra “Atualidade do Pensamento Espírita”, psicografada por Divaldo Pereira Franco.
                “Certamente, o homem melhor, mais desenvolvido moral e intelectualmente, apoiado na tecnologia que o impulsiona para a frente, criará sistemas políticos compatíveis com os ideais que abraça, as aspirações que acalenta e os labores que realiza. A política tem sido instrumento mal utilizado por homens e mulheres ambiciosos, esquecidos dos valores éticos, salvadas as exceções compreensíveis. Quando se entenda que a política é poderoso instrumento de construção da sociedade, e se esteja moralmente adiantado para colocar em plano secundário os interesses pessoais, zelando pelos coletivos, serão criados novos sistemas e métodos de trabalho que elaborarão regimes justos e nobres, que atendam as necessidades do povo, sempre preterido, desrespeitado e oprimido através da História.”
                  Contagiados pelo evangelho do Cristo e imbuídos da tarefa de construirmos um mundo mais moralizado e digno, não nos furtemos às responsabilidades com a Pátria. Atuemos com coragem e ousadia, seja nas questões eleitorais, seja nas ações sociais e do bem comum, tendo Jesus como modelo e guia, e o amor como alimento da alma.

                  Alessandro Viana Vieira de Paula

                  Fonte: Revista O Reformador (Setembro de 2014)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Para Nossa Reflexão



NOS EMBATES POLÍTICOS

Situar em posição clara e definida as aspirações sociais e os ideais espíritas cristãos, sem confundir os interesses de César com os deveres para com o Senhor.
Só o Espírito possui eternidade.
Distanciar-se do partidarismo extremado.
Paixão em campo, sombra em torno.
Em nenhuma oportunidade, transformar a tribuna espírita em palanque de propaganda política, nem mesmo com sutilezas comovedoras em nome da caridade.
O despistamento favorece a dominação do mal.
Cumprir os deveres de cidadão e eleitor, escolhendo os candidatos aos postos eletivos, segundo os ditames da própria consciência, sem, contudo, enlear-se nas malhas do fanatismo de grei.
O discernimento é caminho para o acerto.
Repelir acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a Doutrina, em troca de votos ou solidariedade a partidos e candidatos.
O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos.
Não comerciar com o voto dos companheiros de Ideal, sobre quem a sua palavra ou cooperação possam exercer alguma influência.
A fé nunca será produto para o mercado humano.
Por nenhum pretexto, condenar aqueles que se acham investidos com responsabilidades administrativas de interesse público, mas sim orar em favor deles, a fim de que se desincumbam satisfatoriamente dos compromissos assumidos.
Para que o bem se faça, é preciso que o auxílio da prece se contraponha ao látego da crítica.
Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial.
A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política humana.

Nenhum servo pode servir a dois senhores” Jesus. (LUCAS, 16:13)

Livro: Conduta Espírita – Waldo Vieira, ditado pelo Espírito André Luiz

domingo, 7 de setembro de 2014

Encerramento da Feira do Livro


Há 38 anos, era servida a primeira janta aos idosos do Lar Espírita Assistencial Irmão Fabiano de Cristo...
E essa prática acontece em todos os dias do ano.
Visite nossa Feira do Livro, cuja renda reverte ao trabalho de assistência, que encerra hoje, às 19h.
 

sábado, 6 de setembro de 2014


 
Feira do Livro do Lar Fabiano de Cristo termina amanhã, domingo, 7 de setembro, lembrando que temos as Obras Básicas de Kardec em diversos formatos e com 15% de desconto.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014