quarta-feira, 15 de outubro de 2014



Professor Hippolyte Léon Denizard Rivail nossa homenagem, no dia do Professor!


Allan Kardec, seu pseudônimo, dedicou sua vida à educação, convencido de que, só através dela, poderemos melhorar o ser humano.
Seis princípios adequados ao ensino segundo Rivail:
1. Cultivar o espírito natural de observação das crianças, dirigindo-lhes a atenção pra os objetos que as cercassem.

2. Cultivar as inteligências, observando um comportamento que habilite o aluno a descobrir por si as regras.

3. Proceder sempre do simples para o composto, do desconhecido para o conhecido.

4. Evitar toda a atitude mecânica, levando o aluno a conhecer o fim e a razão de tudo o que faz.

5. Conduzi-lo a apalpar com os dedos e c os olhos todas as verdades.

6. Só confiar a memória aquilo que já tenha sido apreendido pela inteligência.

Vida e Obra de Allan Kardec Edson Audi, 1a ed, LachÂtre, out. de 1999.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Mensagem pelo Dia da Criança



Que o nosso olhar, os nossos cuidados se estendam a todas as crianças do Universo, todos os dias, incluindo as que estão tentando chegar através da grande oportunidade da Reencarnação.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Para nossa Reflexão na Semana do Idoso



Luzes do Entardecer

       Conserva contigo os companheiros idosos, com a alegria de quem recebeu da vida o honroso encargo de reter, junto do coração, as luzes remanescentes do próprio grupo familiar.
       Reflete, naqueles que te preservaram a existência ainda frágil, nos panos do berço; nos que te equilibraram os passos primeiros; nos que te afagaram os sonhos da meninice e naqueles outros que te auxiliaram a pronunciar o nome de Deus.
       Já que atravessaram o caminho de muitos janeiros, pensa no heroísmo silencioso com que te ensinam a valorizar os tesouros do tempo, nas dificuldades que terão vencido para serem quem são, no suor que lhes alterou as linhas da face e nas lágrimas que lhes alvejaram os cabelos...
        E quando, porventura, te mostrem azedume ou desencanto, escuta-lhes a palavra com bondade e paciência... Não estarão, de certo, a ferir-te e sim provavelmente algo murmurando contra dolorosas recordações de ofensas recebidas, que trancam no peito, a fim de não complicarem os dias dos seres que lhes são especialmente queridos!...
       Ama e respeita os companheiros idosos! São eles as vigas que te escoram o teto da experiência e as bases de que hoje te levantas para seres quem és...
       Auxilia-os, quanto puderes, porquanto é possível que, no dia da existência humana, venhas igualmente a conhecer o brilho e a sombra que assinalam, no mundo, a hora do entardecer.
Autor: Meimei
Psicografia: Francisco Cândido Xavier



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Homenagem à data de nascimento de Allan Kardec

Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu no dia 03 de outubro de 1804 em Lyon, França. Foi um influente educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec, notabilizou-se como o codificador da Doutrina Espírita.


ALLAN KARDEC EM POESIA E VERSO
Mil oitocentos e quatro
Mês de outubro, dia três,
Em Lyon a luz se fez
Com todo o seu esplendor
Veio Hippolyte Léon
Denizard Rivail:
Allan Kardec! E serviu
Ao Vero Consolador! 

Um Gênio com "G" maiúsculo
Foi pedagogo francês
Que no seu pensar nos fez
Pensar no infinito amor
Pesquisou, questionou,
Viveu com tanto heroísmo
Que nos trouxe o Espiritismo
O Vero Consolador!

Não foi um dos Bonapartes
Não foi rei, nem general,
Da sua obra magistral
Não quis sequer ser o autor
E se codinomeou
Com um nome seu do passado
É de Deus o filho amado
Pois trouxe o Consolador!

Trouxe a Doutrina da Luz
Que ampara, ajuda e consola
Toda dor que ao mundo assola
Mostrou das Leis todo o leque
Na humildade este gigante
Foi bom senso e foi amor
Foi da Terra um Benfeitor
Parabéns, ALLAN KARDEC!!!


Autor: Merlanio Maia 




sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Para nossa Reflexão



Como se deverá comportar o espiritista perante a política do mundo?

O sincero discípulo de Jesus está investido de missão mais sublime, em face da tarefa política saturada de lutas materiais. Essa é a razão por que não deve provocar uma situação de evidência para si mesmo nas administrações transitórias do mundo. E, quando convocado a tais situações pela força das circunstâncias, deve aceitá-las não como galardão para a doutrina que professa, mas como provação imperiosa e árdua, onde todo êxito é sempre difícil.
O espiritista sincero deve compreender que a iluminação de um mundo, salientando-se que a tarefa do Evangelho, junto das almas encarnadas na Terra, é a mais importante de todas, visto constituir e consolar e instruir, em Jesus, para que todos mobilizem as suas possibilidades divinas no caminho da vida. Trocá-la por um lugar no banquete dos Estados é inverter o valor dos ensinos, porque todas as organizações humanas são passageiras em face da necessidade de renovação de todas as fórmulas do homem na lei do progresso universal, depreendendo-se daí que a verdadeira construção da felicidade geral só será efetiva com bases legítimas no espírito das criaturas.

Questão 60 – O Consolador
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Para nossa Reflexão



Os deveres dos cristãos com a Pátria e as eleições

                Inegavelmente, a democracia é uma das grandes conquistas do processo evolutivo, tendo sua origem na Grécia, em 508 a.C., quando Clístenes propôs que cada cidadão tivesse direito a um voto nas questões políticas a serem deliberadas. Surgiu, ainda, a “Bulé”, que era um conselho composto por quinhentas pessoas com mais de trinta anos, modificado anualmente, que constituía a base do novo sistema. Infelizmente, ainda vemos a tirania, a opressão e a ditadura em alguns países, que são filhas do orgulho e do egoísmo, mas com o melhoramento moral da humanidade, já que vivenciamos a transição planetária, notaremos que a democracia, quiçá mais aprimorada, atingirá, gradativamente, todas as nações.
Anote-se que à medida que o indivíduo amadurece moral e intelectualmente, ele se torna um cidadão consciente e nobre, preocupado com a sociedade onde vive, saindo da indiferença para a ação construtiva na área do bem e da paz.
               Não podemos mais ignorar que temos responsabilidades com a Pátria, colaborando para a resolução dos problemas vigentes. Poderemos, por exemplo, participar das denominadas “Associações de Bairro”, levando até o poder público as necessidades do bairro onde moramos; criar ou participar de ONG´s que visem ao bem comum; participar de entidades que fiscalizem o uso da verba pública; integrar os Conselhos Municipais, que ajudam nas políticas públicas do município etc. Atuar na cidade onde se vive é trabalhar pela Pátria, pelo nosso querido Brasil, e, por consequência, por um mundo melhor. Frise-se que o clímax da democracia é o processo eleitoral, quando poderemos atuar como eleitores e candidatos.
                O cristão tem que estar consciente dessa participação no processo eleitoral, pois, como eleitor, irá eleger os representantes dos poderes executivo e legislativo, nas três esferas de atuação (municipal, estadual e nacional). Temos que nos informar acerca dos candidatos, de suas propostas, e votarmos naqueles que atendam às nossas aspirações de um mundo melhor, jamais vendendo nossos votos ou permitindo que outros interesses norteiem as nossas escolhas.
               Não podemos afirmar que todos os candidatos são descompromissados com o bem, pois certamente haverá aqueles que desejam colaborar com o melhoramento da sociedade. Tenhamos paciência para ouvir as propagandas políticas e conhecer melhor os candidatos. Caso os candidatos eleitos não cumpram com a promessa, certamente estarão assumindo débitos perante as leis divinas, mas nós, os eleitores, temos que fazer a nossa parte, permanecendo com a consciência em paz.
               Penso que o cristão consciente não deve anular ou votar em branco, desperdiçando a oportunidade de trabalhar pela Pátria. Caso não encontre nenhum candidato, pelo menos vote na legenda partidária, porque haverá partidos políticos que mais se aproximem das nossas ideologias.
               Refletindo um pouco sobre o outro lado – o do candidato – muito se fala que não se deve misturar política com religião. Particularmente, interpreto essa frase como o dever de não fazermos propagandas políticas dentro dos templos religiosos, porque nesse local estamos buscando a conexão com Deus, cabendo a cada cristão a tarefa de escolher o seu candidato. Todavia, isso não significa que o cristão não possa ser candidato. Alguns dizem que há tanta corrupção na política que não vale a pena se infiltrar nesse meio. Certa feita, ouvi a seguinte frase de um amigo espírita: “Os maus ocupam os espaços que os bons deixam”. Essa frase aplica-se à política. Se as pessoas de bem optarem por não se envolver na política, os maus políticos preencherão esses espaços. Outros dirão, serei apenas um no meio de muitos corruptos, de forma que nada poderei realizar.
                Jesus disse que enviava os cristãos para as tarefas do bem como cordeiros no meio de lobos. Cabe-nos, como candidato eleito, sermos cordeiros do bem, usando dos meios éticos e lícitos para combater as ilegalidades vigentes, sem temer qualquer represália, agindo sempre em prol do interesse coletivo. Na seara espírita, tivemos notáveis candidatos, que não se omitiram na tarefa de dar suas contribuições pessoais na área da política. Citamos Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (Vereador e Deputado Provincial) e Cairbar Schutel (Vereador e Prefeito).
                O homem mais moralizado, que gerará eleitores e candidatos mais conscientes do bem, fomentará o surgimento de sistemas políticos mais nobres. Vejamos a observação do Espírito Vianna de Carvalho na obra “Atualidade do Pensamento Espírita”, psicografada por Divaldo Pereira Franco.
                “Certamente, o homem melhor, mais desenvolvido moral e intelectualmente, apoiado na tecnologia que o impulsiona para a frente, criará sistemas políticos compatíveis com os ideais que abraça, as aspirações que acalenta e os labores que realiza. A política tem sido instrumento mal utilizado por homens e mulheres ambiciosos, esquecidos dos valores éticos, salvadas as exceções compreensíveis. Quando se entenda que a política é poderoso instrumento de construção da sociedade, e se esteja moralmente adiantado para colocar em plano secundário os interesses pessoais, zelando pelos coletivos, serão criados novos sistemas e métodos de trabalho que elaborarão regimes justos e nobres, que atendam as necessidades do povo, sempre preterido, desrespeitado e oprimido através da História.”
                  Contagiados pelo evangelho do Cristo e imbuídos da tarefa de construirmos um mundo mais moralizado e digno, não nos furtemos às responsabilidades com a Pátria. Atuemos com coragem e ousadia, seja nas questões eleitorais, seja nas ações sociais e do bem comum, tendo Jesus como modelo e guia, e o amor como alimento da alma.

                  Alessandro Viana Vieira de Paula

                  Fonte: Revista O Reformador (Setembro de 2014)