sexta-feira, 14 de novembro de 2014



Salve a Proclamação da República!
 

Coube ao marechal Deodoro da Fonseca a Proclamação da República no Brasil, mas vale lembrar que o segundo reinado foi um tempo de grandes avanços para nosso país. A inspiração do alto era notável na figura de Dom Pedro II, de personalidade estoica e generosa o olhar e a destra do Imperador demonstravam sua evolução espiritual e preocupação com o povo brasileiro. Lemos em "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" essa obra monumental de Humberto de Campos que nos foi trazida pelas mãos abençoadas de Chico Xavier no ano de 1938, onde o benfeitor nos relata as conquistas ocasionadas e permitidas pela sensibilidade do "Magnânimo" que reinou nosso país por quase sessenta anos, dentre elas podemos destacar a abertura religiosa nessas terras tupiniquins em detrimento da Igreja Católica como sendo a única religião do Império, bem como a abolição da escravatura. Democrata por excelência Dom Pedro preparara o psiquismo brasileiro para os novos tempos que se avizinhavam, tanto que instituiu uma monarquia parlamentar constitucional e fez a país crescer econômica e humanitariamente, demonstrando a todo tempo o amor por seu povo.
 
Os brasileiros o aclamavam com zelo e respeito, muito embora pequeno grupo de militares desejassem implantar uma ditadura sob o pseudônimo de república, foi um golpe de antigos aliados que desejavam o poder a qualquer custo. O Imperador agora deposto não reage, não permite que se forme uma força contrária, apenas recua com humildade, negando a si mesmo como se deixasse ao tempo cumprir seu papel na programação própria para o Brasil. 
Recusou-se o então deposto Imperador a qualquer soma da coroa e se refugiou na Europa pelos dois últimos anos de sua encarnação à época. Deixou órfão o povo brasileiro e muitos que  se levantaram para o depor só reconheceram o valor de sua passagem no comando do Brasil anos mais tarde após seu desencarne. Com caráter forjado pelas lutas diárias, Dom Pedro "perdeu" a mãe com apenas um ano de idade, bem como o pai que partiu para Portugal quando o pequeno herdeiro tinha apenas cinco anos de idade. Diante de infância difícil e atípica para uma criança, ele se fez forte e verdadeiro apaixonado pela liberdade de expressão, pela cultura, pelas ciências, enfim por seu povo.
Hoje diante das críticas aos movimentos políticos no Brasil, recordamos que ainda precisamos exercitar nossa brasilidade de forma a valorizar a gleba onde a permissão Divina nos pediu renascer para que a aprendêssemos a amar. Já se passaram 125 anos desde aquele 15 de Novembro de 1889 e ainda vemos tantas desigualdades sociais, tanta desproporcionalidade entre os filhos desse nosso país, todavia também vemos que nesse momento ímpar a população brasileira está atingindo a maioridade psíquica e "exportando" o Evangelho para todas as partes do mundo. O povo pacífico está deixando de ser passivo diante dos grandes crimes de desvio de verbas, do mensalão e outras tantas atrocidades cometidas com nosso amado país.
Feliz dia da Proclamação da República!
Rede Amigo Espírita


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O Dia de Finados e a visão espírita


LUGAR DEPOIS DA MORTE
Muitas vezes perguntas, na Terra, para onde seguirás, quando a morte venha a surgir...
Anseias, decerto, a ilha do repouso ou o lar da união com aqueles que mais amas...
Sonhas o acesso à felicidade, à maneira da criança que suspira pelo colo materno...
Isso, porém, é fácil de conhecer.
Toda pessoa humana é aprendiz na escola da evolução, sob o uniforme da carne, constrangida ao cumprimento de certas obrigações:
Nos compromissos no plano familiar;
Nas responsabilidades da vida pública;
No campo dos negócios maternais;
Na luta pelo próprio sustento...
O dever, no entanto, é impositivo da educação que nos obriga a parecer o que ainda não somos, para sermos, em liberdade, aquilo que realmente devemos ser.
Não olvides, assim, enobrecer e iluminar o tempo que te pertence.
Não nos propomos nivelar homens e animais, contudo, numa comparação reconhecidamente incompleta, imaginemos seres outros da natureza trazidos ao regime do espírito encarnado na esfera física.
O cavalo atrelado ao carro, quando entregue ao descanso, corre à pastagem, onde se refocila na satisfação dos próprios impulsos.
A serpente, presa para cooperar na fabricação de soro antiofídico, se for libertada, desliza para a toca, onde reconstituirá o próprio veneno.
O corvo, detido para observação de apicultura, ao desembaraçar-se, torna, incontinenti, à colméia e ao trabalho.
A andorinha engaiolada para estudo, tão logo se veja fora da grade, voa no rumo da primavera.
Se desejas saber quem és, observa o que pensas, quando estás sem ninguém; e se queres conhecer o lugar que te espera, depois da morte, examina o que fazes contigo mesmo nas horas livres.

(Livro Justiça Divina – Espírito Emmanuel, psicografado por Chico Xavier)

Vejamos o que nos dizem os Espíritos superiores, através de Allan Kardec:

321. O dia da comemoração dos mortos é, para os Espíritos, mais solene do que os outros dias? Apraz-lhes ir ao encontro dos que vão orar nos cemitérios sobre seus túmulos?
“Os Espíritos acodem nesse dia ao chamado dos que da Terra lhes dirigem seus pensamentos, como o fazem noutro dia qualquer.”
a)    – Mas o de finados é, para eles, um dia especial de reunião junto de suas sepulturas?
“Nesse dia, em maior número se reúnem nas necrópoles, porque então também é maior, em tais lugares, o das pessoas que os chamam pelo pensamento.”
323. A visita de uma pessoa a um túmulo causa maior contentamento ao Espírito, cujos despojos corporais aí se encontrem, do que a prece que por ele faça essa pessoa em sua casa?
“Aquele que visita um túmulo apenas manifesta, por essa forma, que pensa no Espírito ausente. A visita é a representação exterior de um fato íntimo. Já dissemos que a prece é que santifica o ato da rememoração. Nada importa o lugar, desde que é feita com o coração. (O Livro dos Espíritos – Allan Kardec).


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014



Professor Hippolyte Léon Denizard Rivail nossa homenagem, no dia do Professor!


Allan Kardec, seu pseudônimo, dedicou sua vida à educação, convencido de que, só através dela, poderemos melhorar o ser humano.
Seis princípios adequados ao ensino segundo Rivail:
1. Cultivar o espírito natural de observação das crianças, dirigindo-lhes a atenção pra os objetos que as cercassem.

2. Cultivar as inteligências, observando um comportamento que habilite o aluno a descobrir por si as regras.

3. Proceder sempre do simples para o composto, do desconhecido para o conhecido.

4. Evitar toda a atitude mecânica, levando o aluno a conhecer o fim e a razão de tudo o que faz.

5. Conduzi-lo a apalpar com os dedos e c os olhos todas as verdades.

6. Só confiar a memória aquilo que já tenha sido apreendido pela inteligência.

Vida e Obra de Allan Kardec Edson Audi, 1a ed, LachÂtre, out. de 1999.