quarta-feira, 5 de abril de 2017

O Livro dos Espíritos - 160 anos - Parte 5

Dando continuidade a nossa reflexão sobre o resumo do Livro dos Espíritos, pensemos nos ensinamentos dos Espíritos superiores:

"A alma tinha sua individualidade antes da sua encarnação e a conserva depois da sua separação do corpo.
Na sua reentrada no mundo dos Espíritos, a alma aí reencontra todos aqueles que conheceu sobre a Terra, e todas as suas existências anteriores se retratam em sua memória com a lembrança de todo o bem e de todo o mal que fez.
O Espírito encarnado está sob a influência da matéria; o homem que supera essa influência pela elevação e depuração de sua alma, se aproxima dos bons Espíritos com os quais estará um dia. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões e coloca toda a sua alegria na satisfação dos apetites grosseiros, se aproxima dos Espíritos impuros, dando preponderância à natureza animal.
Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do Universo.
Os Espíritos não encarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e cincunscrita; estão por toda a parte, no espaço e ao nosso lado, nos vendo e nos acotovelando sem cessar; é toda uma população invisível que se agita em torno de nós.
Os Espíritos exercem, sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico, uma ação incessante. Agem sobre a matéria e sobre o pensamento, e constituem uma das forças da Natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos, até agora inexplicados, ou mal explicados, e que não encontram uma solução racional senão no Espiritismo.
As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos solicitam para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação; os maus nos solicitam ao mal: é para eles uma alegria nos ver sucumbir e nos assemelharmos a eles.
As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As ocultas ocorrem pela influência, boa ou má, que eles exercem sobre nós com o nosso desconhecimento; cabe ao nosso julgamento discernir as boas e más inspirações. As comunicações ostensivas ocorrem por meio da escrita, da palavra, ou outras manifestações materiais, e mais frequentemente por intermédio dos médiuns que lhes servem de instrumento.
Os Espíritos se manifestam espontaneamente ou por evocação. Podem-se evocar todos os Espíritos: aqueles que animaram homens obscuros, como aqueles de personagens mais ilustres, qualquer que seja a época na qual tenham vivido; os de nossos parentes, de nossos amigos ou de nossos inimigos, e com isso obter, por comunicações escritas ou verbais, conselhos, informações sobre a sua situação no além-túmulo, sobre seus pensamentos a nosso respeito, assim como as revelações que lhes são permitidas nos fazer." (O Livro dos Espíritos - Introdução - Item VI).

terça-feira, 4 de abril de 2017

O Livro dos Espíritos - 160 anos - Parte 4

Dando continuidade ao registro do resumo dos pontos mais importantes da Doutrina Espírita:

"Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais nem em força, nem em inteligência, nem em saber, nem em moralidade.
Os da primeira classe são os Espíritos superiores, que se distinguem dos outros pela sua perfeição, seus conhecimentos, sua aproximação de Deus, a pureza de seus sentimentos e seu amor ao bem; são os anjos ou Espíritos puros. As outras classes se distanciam cada vez mais dessa perfeição; os das classes inferiores são inclinados à maioria das nossas paixões: o ódio, a inveja, o ciúme, o orgulho, etc. Entre eles há os que não são nem muito bons nem muito maus, são os Espíritos levianos.
Os Espíritos não pertencem perpetuamente à mesma ordem. Todos progridem, passando por diferentes graus de hierarquia espírita.
Esse progresso ocorre pela encarnação, que é imposta a uns como expiação e a outros como missão. A vida material é uma prova que devem suportar por várias vezes, até que hajam alcançado a perfeição absoluta.
Deixando o corpo, a alma reentra no mundo dos Espíritos, de onde havia saído, para retomar uma nova existência material, depois de um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual permanece no estado de Espírito errante.
O Espírito, devendo passar por várias encarnações, disso resulta que todos tivemos várias existências e que teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, seja sobre a Terra, seja em outros mundos.
A encarnação dos Espíritos ocorre sempre na espécie humana: seria um erro acreditar que a alma ou Espírito possa se encarnar no corpo de um animal.
As diferentes existências corporais do Espírito são sempre progressivas e jamais retrógradas; mas a rapidez do progresso depende dos esforços que fazemos para atingir a perfeição.
As qualidades da alma são as do Espírito que está encarnado em nós, assim, o homem de bem é a encarnação do bom Espírito, e o homem perverso a de um Espírito impuro.
A alma tinha sua individualidade antes da sua encarnação e a conserva depois da sua separação do corpo." (O Livro dos Espíritos - Introdução - Item VI.)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O Livro dos Espíritos - 160 anos - Parte 3


Hoje, resumiremos aqui os principais pontos da Doutrina Espírita ou Doutrina dos Espíritos:

"Deus é eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom.
Criou o Universo que compreende todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.
Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal e os seres imateriais o mundo invisível ou espírita, que dizer, dos Espíritos.
O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo.
O mundo corporal não é senão secundário; poderia cessar de existir, ou não ter jamais existido, sem alterar a essência do mundo espírita.
Os Espíritos revestem, temporariamente, um envoltório material, perecível, cuja destruição, pela morte, os torna livres.
Entre diferentes espécies de seres corpóreos, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que atingiram um certo grau de desenvolvimento, o que lhe dá superioridade moral e intelectual sobre os outros.
A alma é um Espírito encarnado, do qual o corpo não é senão um envoltório.
Há no homem três coisas: 1º - o corpo ou ser material análogo aos dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2º - a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3º - o laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.
O homem tem assim duas naturezas: pelo corpo, participa da natureza dos animais, dos quais tem o instinto, pela alma, participa da natureza dos Espíritos.
O laço ou perispírito que une o corpo e o Espírito é uma espécie de envoltório semi-material. A morte é a destruição do envoltório mais grosseiro, o Espírito conserva um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, mas que pode tornar-se visível.
O Espírito não é um ser abstrato; é um ser real. (...)
Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais nem em força, nem em inteligência, nem em saber, nem em moralidade." (O Livro dos Espíritos - Introdução - Item VI).

domingo, 2 de abril de 2017

O Livro dos Espíritos - 160 anos - Parte 2


O Livro dos Espíritos tem por característica a sistemática de perguntas e respostas. As perguntas  e os comentários foram elaboradas pelo Codificador (homem das Ciências e Pedagogo) e as respostas dadas pelos Espíritos Superiores, através de diferentes médiuns, de lugares diversos; e enquanto as respostas não eram as mesmas, ele continuava questionando.
No texto de hoje vamos entender a diferença entre as palavras espiritual, espiritualista e espiritualismo. "O espiritualismo é o oposto do materialismo; quem crê haver em si outra coisa além da matéria , é espiritualista. Mas não se segue daí que crê na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível. Em lugar das palavras espiritual, espiritualismo, empregamos para designar esta última crença as de Espírita ou o Espiritismo. Diremos pois, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípios as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas ou espiritistas." (O Livro dos Espíritos - Introdução - Item I).
"Os próprios seres que se comunicam se designam, sob o nome de Espíritos ou de gênios, e como tendo pertencido, pelo menos alguns, a homens que viveram sobre a Terra." (O Livro dos Espíritos - Introdução - Item VI). Kardec optou pela palavra "Espírito" e criou as derivadas: espiritismo, espiritista, espiritual.

sábado, 1 de abril de 2017

O Livro dos Espíritos - 160 anos - Parte 1


No dia 18 de abril iremos comemorar os 160 anos deste livro, que é acima de tudo, o Cristianismo Redivivo, ou o Consolador prometido por Jesus.
Vamos analisar hoje os princípios da Doutrina Espírita: imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o futuro da Humanidade segundo o ensinamento dado pelos Espíritos Superiores com a ajuda de diversos médiuns. Essa obra foi compilada e ordenada por Allan Kardec.
O livro é estruturado da seguinte forma: na primeira parte Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, Kardec faz um resumo da obra, dividindo as ideias em dezessete pontos. 
Após, encontramos os Prolegômenos (noções preliminares necessárias à compreensão de um livro) e a cepa, que é o fac-símile daquela que foi desenhada pelos Espíritos.  
Cepa: "Porás no cabeçalho do livro a cepa que te desenhamos, 
porque é o emblema do trabalho do Criador. Aí se acham reunidos todos os princípios materiais que melhor podem representar o corpo e o espírito. O corpo é a cepa; o espírito é o licor; a alma ou espírito ligado à matéria é o bago. O homem quintessencia o espírito pelo trabalho e tu sabes que só mediante o trabalho do corpo o Espírito adquire conhecimentos". (Espíritos Superiores)
O ramo da videira é a imagem perfeita da relação espírito-matéria. Neste ramo estão os princípios fundamentais da Doutrina Espírita, ou seja, a união do espírito ao corpo físico, através do perispírito. O corpo é a rama da videira, a alma ou espírito unido à matéria é a uva e o espírito é o líquido dentro da uva, seu suco. Através do trabalho, o ser humano transforma o suco em vinho, ou seja, a destila, retira sua quintessência, transforma o espírito em um espírito do mais alto grau, superior, evoluído.
Mais uma divisão compilada por Kardec no Livro dos Espíritos: Livro Primeiro - As Causas Primeiras; Livro Segundo: Mundo Espírita ou dos Espíritos; Livro Terceiro - Leis Morais e Livro Quarto: Esperanças e Consolações.
Duas traduções confiáveis: Guillon Ribeiro e Salvador Gentile.

sexta-feira, 31 de março de 2017

RELEMBRANDO O CODIFICADOR DO ESPIRITISMO




No dia 31 de março relembramos a desencarnação de Allan Kardec, o grande Codificador. Aqui nossa homenagem e o agradecimento por seu trabalho, que nos possibilita  hoje, o retorno aos ensinamentos de Jesus em sua forma mais pura.



EDITORIAL DA REVISTA REFORMADOR DE MARÇO DE 2001

 A vida e a obra de ALLAN KARDEC, o sistematizador da DOUTRINA ESPÍRITA, foram objeto de profundas pesquisas de seus biógrafos, em trabalhos notáveis, na França e no Brasil.
Sua personalidade conquistou reconhecimento, a gratidão e a admiração de milhões de seres humanos que se beneficiam continuamente do que realizou como grande missionário da TERCEIRA REVELAÇÃO.
Têm os espíritas plena consciência de que a Nova Luz procede da Espiritualidade Superior, como o Cristo de Deus à frente de uma plêiade   de Espíritos escolhidos para dar cumprimento à vinda do Consolador prometido por Jesus.
Mas sabem também que a corporificação, no mundo dos homens, do plano da Espiritualidade Superior exigia um mediador humano, um trabalhador com excepcionais qualidades para a missão de grande responsabilidade, que se caracterizasse também pela fidelidade ao compromisso.
O professor Rivail - Allan Kardec - foi esse medianeiro fiel.

Interpretar para um mundo inferior, num corpo doutrinário coerente, extremamente abrangente, como é a Doutrina Espírita, que vem inovar, renovar e implantar conhecimentos novos que contrariam velhas e arraigadas   concepções religiosas  e filosóficas sobre Deus, o Universo e o homem - eis resumidamente, a tarefa gigantesca aceita  e executada pelo Codificador.
Acresce que o objetivo da missão, por sua natureza, não poderia ser imposto, através dos poderes instituídos   pelos homens.
Trabalho essencialmente de esclarecimento, de concepções novas, de conhecimento   íntimo de cada  ser,  teria que se desenvolver  junto das almas, demandando de seu responsável preparo intelectual, método apropriado, segurança nas convicções, repulsa tanto à ingenuidade quanto à credulidade, numa palavra - o bom senso, imperando em todas as circunstâncias.
O Codificador reconstruiu, assim, o edifício da crença baseada na realidade, oferecendo à civilização atual bases morais e religiosas  fundamentadas e seguras com fulcro na Fé iluminada pela Razão, no Amor da criatura ao Criador acima de tudo e ao seu próximo como a si mesma.
Allan Kardec, na grandeza de sua missão bem cumprida, iniciou a Era Espírita-Cristã, que poderá atingir todos os quadrantes deste Planeta  com a Luz do Consolador.

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sábado, 25 de março de 2017

Evangelização de Crianças e Jovens

A CRIANÇA


Meimei


A criança é o dia de amanhã, solicitando-nos concurso fraternal.

Planta nascente – é a árvore do futuro, que produzirá, segundo 
o auxílio à sementeira.
Livro em branco – exibirá, depois, aquilo que lhe gravarmos nas 
páginas agora.
Luz iniciante – brilhará no porvir, conforme o combustível que 
lhe ofertarmos ao coração.
Barco frágil – realizará a travessia do oceano encapelado na 
Terra, de acordo com as instalações de resistência com que 
lhe enriquecermos a edificação.
Na alma da criança reside a essência da paz ou da guerra, da 
felicidade ou do infortúnio para os dias que virão.
Conduzirmos, pois, o espírito infantil para a grande compreensão 
com Jesus é consagramos nossa vida à experiência mais sublime 
do mundo – o serviço da Humanidade na pessoa dos nossos 
semelhantes, a caminho da redenção sempre.







Informamos que inicia hoje, sábado, dia 25 de março a Evangelização de Crianças e Jovens no Lar Espírita Assistencial Irmão Fabiano de Cristo. Rua Barão de Santa Tecla, 624. Pelotas/RS.

Crianças - 14:00

Jovens - 15:30.

“Não olvides que a criança,
No caminho, vida afora,
Vai devolver-te mais tarde,
O que lhes deres agora.”

(Casimiro Cunha / Chico Xavier)